Habitação, quando tudo começa a acontecer
É sempre complicado explicar as ações das políticas públicas, principalmente se tratando de obras. A minha especialidade é investimentos na área de habitação ou terras.
Alguns amigos e clientes buscam informações na Imobiliária Bragantina para avaliar os seus investimentos, principalmente no que diz respeito aos prazos. É necessário portanto esclarecer.
Curto prazo refere-se a imóveis prontos e que podem trazer benefícios imediatos; Médio prazo é aquele em que a compra é feita com imóveis ainda na planta. Exigem um investimento inicial, mas em três ou quatro anos pode gerar bons resultados financeiros e o Longo prazo é indicado na compra de terras ou outros investimentos que demandam mais de quatro anos, principalmente com execução de projetos e outros a fins.
Para explicar melhor, precisamos entender que todo governo (em qualquer esfera), inicia seus trabalhos com o orçamento votado na administração anterior. E isso pressupõe que quando se começa a governar, as estratégias de investimento nem sempre são exatamente as melhores, como se deseja. Resumindo, os valores a trabalhar foram estipulados anteriormente, por outra pessoa e não por quem foi eleito atualmente.
Por que citei isso? É de suma importância compreendermos que a disponibilidade em recursos de habitação, por se tratar de uma política bem cara, pode ter mudanças de governo para governo. E só a partir de agora, com uma nova gestão, que o orçamento realizado será do mesmo governo que está trabalhando.
O projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) já indicou “uma ampliação no valor de R$ 18 bilhões para o programa Minha Casa Minha Vida. A previsão é de que esse valor atenda a faixa 3 do programa, liberando recurso do FGTS ”
O que isso muda? Buscarão atender uma ampliação no valor do imóvel na faixa 3 que deve em breve seguir para patamares entre 400 a 500 mil, atualmente no valor teto de R$ 350.000,00.
Outra mudança considerável é atender famílias com renda bruta entre 8 a 12 mil, atualmente esse valor é no máximo de R$ 8.000,00.
Estas alterações permitem um atendimento à classe média, e isso não abandonando as estratégias das construções de faixa 1 (parceria com entes públicos) e faixa 2 (principal produto das construtoras do MCMV – venda).
A consequência de toda essa nova política habitacional é a geração de empregos e movimentação mais célere da economia na base nos municípios, pois as famílias contratarão pedreiros, projetos, compra de terras, e todas as outras ações que geram esse mercado.
Tudo só começa a acontecer, quando de fato os investimentos de habitação são colocados e distribuídos de forma organizada. Sendo assim, a expectativa para 2025 é que a retomada dos investimentos em habitação consiga ser bem melhor do que no ano passado.
Márcio Juviniano Barros - Consultor da Imobiliária Bragantina
Pós graduado em avaliação de bens
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